As canções que se cantam na infância e também os poemas que se recitam no verdor dos anos jamais serão esquecidos. Esta é a verdade mais verdadeira que já ouvi.
Esse conceito vem muito a propósito de um poemeto de três estrofes de versos pentassilábicos ou em redondilha menor que meu primeiro professor de Latim, o saudoso Padre Mathias Moonen (CSsR) nos recitava e nos fazia recitar, lá pelo ano de 1944. Enquanto nos ensinava as declinações latinas, volta e meia nos lembrava estes versos como uma lição de sabedoria, que devíamos aprender:
“Qual corre o ribeiro, Desliza também O tempo que corre E nunca mais vem.
Como ele, não volta O tempo veloz, Correndo, correndo, Se afasta de nós.
Tratemos, portanto, De bem ocupar O tempo que temos Pra nos educar.”
Salve, Padre Mathias! Nunca mais me esqueceram esses versos tão educativos!