Francisco de Assis Martins Ribeiro - Dona Gertrudes, a catequista
Quem não a conheceu na Paróquia desde a segunda década do século passado até os anos 80? Catequista de todos nós, no quintal de sua casa na rua dos Artistas. Ali aprendíamos sobretudo um amor muito grande à Eucaristia. Ela sabia lidar com as crianças, servente que era do Jardim da Infância Mariano Procópio. Tinha uma profunda vida espiritual, alicerçada na oração, que aprendera com os Redentoristas, sobretudo Vicente Zey e Bonifácio van Germer.
Agora, dois “fioretti”: Ela era uma das adoradoras do SS. Sacramento, à noite, no Instituto Mater Christi e que se revezavam hora a hora, podendo descansar no revezamento. Tudo em profundo silêncio. Mas uma outra adoradora, ouvia como que um ruído de ratos. Procurou verificar com cuidado, sem perturbar as demais, quando notou que era D. Gertrudes comendo biscoito de polvilho. Levava um saquinho e, no revezamento, deles se alimentava.
Ensinando-nos a comungar, dizia-nos para ficar muito tempo com a sagrada hóstia na boca para gozarmos mais da intimidade de Jesus. Não é o certo. Devemos comer o Pão do Anjos, como nos ensinou Jesus. Mas a simplicidade do amor com que recebia Jesus e queria que também fosse a nossa superava qualquer pequenino erro.