O movimento de barraquinhas da Festa da Glória, todo ano, atrai um grande número de paroquianos e visitantes. Ao saborear uma porção de canjiquinha ou concorrer a um brinde no Show de Prêmios nem sempre se pensa no serviço e na dedicação dos voluntários. Os agentes de pastoral que trabalham na festa lutam para conseguir doações, preparar com antecedência as comidas e prestar um bom serviço. No entanto, eles são unânimes em dizer que o esforço vale a pena, porque a recompensa está na alegria e no movimento de pessoas no adro da Matriz.
Para Marta Alves Gomes, da barraca da canjiquinha, que trabalha na Festa da Glória há nove anos, o mais interessante é o contato com o povo. Ela também afirma que se doa por Nossa Senhora. “Às vezes é chato ter que insistir com quem faz as doações e mesmo com os membros do núcleo do Grupo de Oração, mas no fim o pessoal responde bem e se mostra aberto a ajudar”, relata.
Já Stael Pifano, pelo segundo ano seguido na barraca da canjica-doce, mas há 13 anos no voluntariado da Festa, diz que a sua motivação é o prazer de lidar com diversos tipos de pessoas. Ela gosta também da parte dos preparativos, de correr atrás do material necessário, de vir para a Igreja com antecedência, e fica ansiosa para a Festa começar. Para ela, não existe dificuldade. “A minha empolgação contagia as pessoas que trabalham comigo. Até algumas amigas vieram pela primeira vez para conferir a festa de que eu sempre falo e não se arrependeram”.
Dona Geraldina, do Apostolado da Oração, trabalha há 15 anos na Festa da Glória. “Eu gosto muito é do movimento, da alegria, da espontaneidade, além da comunicação e da harmonia entre nós do Apostolado da Oração que somos responsáveis pela barraca do bolo. O que me motiva a trabalhar é a fé que eu tenho em Deus e a solidariedade. O serviço voluntário é tudo o que eu posso dar de mim em prol da comunidade. Isso faz os outros felizes e cria um espírito de confraternização”.
O pessoal da Liga Católica há 26 anos administra a barraca do pastel. Dona Terezinha, que trabalha com a filha e marido, diz que gosta mesmo é de servir. Ela e seus amigos vêm de bairros afastados do centro, porque têm um carinho especial pela Igreja da Glória. Ela diz que não sente cansaço porque nada a aborrece, pelo contrário, a fé e o amor às coisas de Deus a anima a trabalhar.
Outra que atua na Festa da Glória junto aos familiares é Maria Edir dos Santos, da Pastoral Social. Com a filha e o marido, é o primeiro ano que coordena a barraca, mas já participaram da Festa em outras funções. Ela diz que o grupo da Pastoral Social é muito harmônico e agradável de conviver.
Pela primeira vez o Grupo Jovem Caiac coordenou a barraca do doce e o sucesso da venda foi além do esperado, segundo Lívia Alves. Com esse trabalho, o grupo demonstrou que é unido. “Essa foi uma fase nova que marcou a nossa caminhada e nos empolgou mais na questão da missão e do serviço”, diz coordenador do grupo, Felipe Samuel Silva.
A cada ano aumenta a procura por artigos religiosos durante a Festa da Glória. Rosani Barbosa Vargas, da Pastoral Vocacional, já trabalhou na barraca de caldos, mas há três anos cuida da venda desses objetos de devoção: livros, terços, CD’s, lembranças e orações. “Estamos a serviço do Redentor e da evangelização”.
CONFIRA AINDA:
'A boa nova da família" marca o primeiro encontro da Semana da Família'
'Senhor fortaleça a nossa vocação para a vida em família'
Tríduo festivo tem início nesta quinta-feira
O serviço, a entrega e a gratuidade devem distinguir os discípulos de Cristo
Obediência a Deus e serviço humilde aos irmãos são caminho para vencer estes tempos de desânimo
Momento Mariano: Crianças aprendem a rezar o Terço
Uma festa para ficar na memória agradecida
CONFIRA A FESTA DA GLÓRIA 2008 EM FOTOS